Temporama

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Wff...

Sabe que som é esse?

Esse é o som de seis meses passando. E isso aqui sem atualização.

Bem, se tiver que ser assim, que seja.

Não Somos Alcachofras!

"Não existe dádiva mais importante para um ser humano que a capacidade de ver, ouvir, ler, e depois analisar e então tecer seu próprio julgamento."

Quem se recusa às influências externas não confia em sua própria capacidade de julgar. E quem não confia em sua capacidade de julgar está correto ao permitir que os outros o façam por si. A questão é ter, ao menos, a capacidade de selecionar bem em quem confiar, sob pena de ser manipulado e transformado em massa de manobra.

A primeira pessoa a questionar o seu julgamento deve ser você mesmo. De forma rigorosa e imparcial. Aprenda de uma vez por todas que sim, você pode estar errado e que isto necessariamente ocorrerá com alguma frequência. Se o seu julgamento não resistir a estes primeiros questionamentos, é possível que ele esteja equivocado. Por outro lado, chegar a um julgamento que nós mesmos não conseguimos deitar abaixo, e percebemos então sua qualidade e força, é gratificante e edificante. É um exercício do qual sempre saímos melhorados. É muito mais fácil e confortável defender um julgamento previa e severamente testado.

Ao incorporarmos este hábito em todos os arcos sobrepostos de nossas vidas a ponto de fazê-lo instintivamente, criamos um círculo de virtude e bom-senso do qual nunca mais consegue-se sair. É fácil a escolha entre o pensamento medíocre e o pensamento valoroso.

É impossível superestimar a importância do julgamento. Sem ele, assume-se deliberada e estupidamente o perigoso risco de desenvolver processos improdutivos ou, pior ainda, prejudiciais. Porém, há algo profundamente dependente de um bom julgamento, mas ainda mais importante que ele: a ação. O julgamento nunca deve perturbar a ação. Reflexões e considerações sem fim, em detrimento de uma eventual ação, atiram no lixo todo e qualquer benefício proveniente de um bom julgamento. É melhor agir errado e tentar corrigir depois do que não agir. Pior que a má ação, só a inércia. Mas este não é o foco tratado aqui. 

Até a próxima.


 
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