Temporama

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Epifania

Eu cago e ando para virada de ano, e balanço de fim de ano é coisa de gente que não tem o que fazer. Mas foda-se, fiz o meu.

2009 não foi o melhor ano da minha vida. Também não foi o pior. Mas foi, sem dúvida, um ano em que aprendi muita coisa.

Foi um ano de epifania. Não foi a primeira, não deve ser a última. Ainda bem, porque no dia em que os fatos e experiências da vida não mais produzirem efeito em mim, é porque estou morto.

Em 2009, o coração amoleceu um pouco e aprendi que às vezes devemos deixá-lo falar. Aprendi a compreender as dificuldades dos outros. A me importar com pessoas em lugares remotos e que sequer sabem que existo. Que não existe preto e branco, bem e mal, apenas diversos ângulos de visão. A não ser o dono da verdade, e ouvir e respeitar outras opiniões. Aprendi que até mesmo o mais ignorante dos ignorantes pode ser capaz de brilhar. Que cada pessoa tem a sua história, e histórias diferentes geram pessoas diferentes.

Aprendi que não devemos deixar as coisas à mercê do destino, e que podemos ajudá-lo a nos favorecer. Percebi o imenso potencial, há muito esquecido, que temos em nossas mãos. Que até mesmo o aço mais forte pode ser dobrado e que mesmo que a vida não queira podemos forjá-la à nossa satisfação. Que preciso me preocupar comigo mesmo para que então seja possível fazer algo pelos outros. Que nada é mais importante que a saúde do corpo e da mente. Que devemos nos preparar para as adversidades, mas não permitir que elas nos ocupem sem que sequer saibamos se realmente chegarão a acontecer. Aprendi a não perder tempo com besteiras. A evitar conflitos infrutíferos, sem fugir dos conflitos que possam trazer algum benefício posterior.

 O próximo ano será ainda melhor? Espero de coração que sim, para mim e para todos nós. Feliz 2010. E agora chega dessa babaquice, voltemos aos nossos afazeres.


 
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