Eco-Desgraça
Esses dias a TV exibiu reportagem na qual o biólogo-showman Mário Moscatelli mostrava o lixo jogado na Lagoa da Tijuca proveniente das favelas à sua margem. Nada que chame realmente a atenção, somente o lixaral de sempre: camas, sofás, pneus e tudo o mais. Em um trecho da margem já há um "lixão" informal que, sem estrutura de impermeabilização, polui o solo, o subsolo, a própria lagoa e os manguezais próximos.
Já não é de hoje que a prefeitura e o governo estadual nada fazem para coibir os danos ao meio-ambiente causados pelas favelas. Em compensação, fazem de tudo para evitar a construção dos chamados eco-resorts. O governo (estadual e municipal) demonstra claramente que prefere uma favela ocupando as margens da lagoa a um eco-resort. O governo inventa toda uma gama de exigências ambientais esdrúxulas para os eco-resorts (como, por exemplo, tratar seu próprio esgoto), mas aceita passivamente a expansão das favelas.
A verdade é que nada agride tanto o meio-ambiente quanto uma favela. Os ambientalistas conscientes deveriam eleger o combate à expansão das favelas a sua prioridade número um. A tarefa, claro, caberia ao governo, mas este está ocupado demais, esmiuçando os relatórios de impacto ambiental de shopping centers, eco-resorts, hotéis e centros comerciais. São atividades que geram empregos e aumentam a arrecadação de impostos, mas ao que parece o governo não está nem um pouco interessado.
Vez por outra a prefeitura do Rio põe abaixo mansões construídas em áreas de proteção ambiental. Nada contra. A construção em local não permitido pode e deve ser combatida. No entanto, é muito, muito raro vermos tratores derrubando barracos construídos de maneira igualmente irregular, com o agravante de que muitas vezes o dono do barraco não é sequer dono do terreno. Pela proporção, para cada mansão irregular que é demolida, deveriam ser removidos uns dez mil barracos.
Não há nenhum sinal de que o governo e os ambientalistas venham a apontar suas baterias para o verdadeiro vilão do meio-ambiente. Assim, não há outra alternativa para nós, brasileiros, a não ser continuar vivendo em nossas agradáveis eco-favelas.
Já não é de hoje que a prefeitura e o governo estadual nada fazem para coibir os danos ao meio-ambiente causados pelas favelas. Em compensação, fazem de tudo para evitar a construção dos chamados eco-resorts. O governo (estadual e municipal) demonstra claramente que prefere uma favela ocupando as margens da lagoa a um eco-resort. O governo inventa toda uma gama de exigências ambientais esdrúxulas para os eco-resorts (como, por exemplo, tratar seu próprio esgoto), mas aceita passivamente a expansão das favelas.
A verdade é que nada agride tanto o meio-ambiente quanto uma favela. Os ambientalistas conscientes deveriam eleger o combate à expansão das favelas a sua prioridade número um. A tarefa, claro, caberia ao governo, mas este está ocupado demais, esmiuçando os relatórios de impacto ambiental de shopping centers, eco-resorts, hotéis e centros comerciais. São atividades que geram empregos e aumentam a arrecadação de impostos, mas ao que parece o governo não está nem um pouco interessado.
Vez por outra a prefeitura do Rio põe abaixo mansões construídas em áreas de proteção ambiental. Nada contra. A construção em local não permitido pode e deve ser combatida. No entanto, é muito, muito raro vermos tratores derrubando barracos construídos de maneira igualmente irregular, com o agravante de que muitas vezes o dono do barraco não é sequer dono do terreno. Pela proporção, para cada mansão irregular que é demolida, deveriam ser removidos uns dez mil barracos.
Não há nenhum sinal de que o governo e os ambientalistas venham a apontar suas baterias para o verdadeiro vilão do meio-ambiente. Assim, não há outra alternativa para nós, brasileiros, a não ser continuar vivendo em nossas agradáveis eco-favelas.
