O Fim do Décimo-Terceiro
Ontem recebi por e-mail a notícia do fim do décimo-terceiro salário. A mensagem, em tom de revolta, continha as fotos dos deputados que supostamente votaram pelo fim do benefício, e conclamava o destinatário (no caso, eu) a encaminhá-la para outras pessoas para divulgar a "pouca-vergonha".
Imaginando como alguém pudesse acreditar, mesmo que com uma pontinha de dúvida, que o décimo-terceiro pudesse ser varrido do mapa, de uma hora para outra, sem nenhuma divulgação por parte da imprensa falada e escrita, deletei a mensagem. Mas nem tudo foi em vão: o episódio serviu para, pelo menos, motivar essa postagem.
O que mais prejudica o trabalhador no Brasil é o excesso de direitos trabalhistas. Na verdade, não existe maneira mais eficaz para inibir o emprego do que criar direitos trabalhistas. A quantidade absurda de direitos que o trabalhador possui aliada ao excesso de tributos gera uma daquelas poucas equações perversas em que todos saem perdendo: o governo, o empresário e, sobretudo, o trabalhador.
Não é por opção que cada vez mais pessoas se vêem trabalhando em meio à mais absoluta informalidade, longe de qualquer amparo legal, sem contribuir para a previdência e sem virtualmente nenhum direito. A tendência para longo prazo, em permanecendo a conjuntura atual, é de que a legislação trabalhista abranja um número cada vez menor e menos significativo de trabalhadores, e caduque. No fim das contas, o país inteiro se tornaria uma terra selvagem e sem lei, como uma espécie de grande camelódromo de bens e serviços.
Depois do excesso de direitos e encargos, o que mais prejudica o trabalhador no país são os sindicatos que o deveriam prestar assistência. O trabalhador contribui compulsoriamente para um sindicato geralmente incompetente e corrupto, dirigido por pessoas que estão menos interessadas em trabalho e mais interessadas em politicagem e locupletação. Estes sindicatos tentam passar para o trabalhador uma idéia falsa de eterna "luta" de classes entre trabalhadores e patrões, onde os primeiros são sempre as vítimas dos segundos.
Quando a lei dificulta a demissão de um trabalhador, inibe-se, em igual proporção, a contratação. Se não se depositasse uma carga tão pesada de encargos e deveres nas costas do empresário, haveria milhões de empregos a mais no país. Haveria mais famílias com renda e vivendo com dignidade, mais gente gastando, aquecendo a economia, gerando arrecadação para o governo e, sobretudo, criando mais empregos.
Somente com uma reforma ampla e generalizada nas relações de trabalho seria possível interromper o círculo vicioso que produz a equação perversa mencionada anteriormente, e transformá-la em uma equação benigna na qual todos os setores da sociedade só teriam a ganhar.
Nas próximas eleições vou procurar, quase sem esperanças, um candidato que defenda essa pouca-vergonha.
Imaginando como alguém pudesse acreditar, mesmo que com uma pontinha de dúvida, que o décimo-terceiro pudesse ser varrido do mapa, de uma hora para outra, sem nenhuma divulgação por parte da imprensa falada e escrita, deletei a mensagem. Mas nem tudo foi em vão: o episódio serviu para, pelo menos, motivar essa postagem.
O que mais prejudica o trabalhador no Brasil é o excesso de direitos trabalhistas. Na verdade, não existe maneira mais eficaz para inibir o emprego do que criar direitos trabalhistas. A quantidade absurda de direitos que o trabalhador possui aliada ao excesso de tributos gera uma daquelas poucas equações perversas em que todos saem perdendo: o governo, o empresário e, sobretudo, o trabalhador.
Não é por opção que cada vez mais pessoas se vêem trabalhando em meio à mais absoluta informalidade, longe de qualquer amparo legal, sem contribuir para a previdência e sem virtualmente nenhum direito. A tendência para longo prazo, em permanecendo a conjuntura atual, é de que a legislação trabalhista abranja um número cada vez menor e menos significativo de trabalhadores, e caduque. No fim das contas, o país inteiro se tornaria uma terra selvagem e sem lei, como uma espécie de grande camelódromo de bens e serviços.
Depois do excesso de direitos e encargos, o que mais prejudica o trabalhador no país são os sindicatos que o deveriam prestar assistência. O trabalhador contribui compulsoriamente para um sindicato geralmente incompetente e corrupto, dirigido por pessoas que estão menos interessadas em trabalho e mais interessadas em politicagem e locupletação. Estes sindicatos tentam passar para o trabalhador uma idéia falsa de eterna "luta" de classes entre trabalhadores e patrões, onde os primeiros são sempre as vítimas dos segundos.
Quando a lei dificulta a demissão de um trabalhador, inibe-se, em igual proporção, a contratação. Se não se depositasse uma carga tão pesada de encargos e deveres nas costas do empresário, haveria milhões de empregos a mais no país. Haveria mais famílias com renda e vivendo com dignidade, mais gente gastando, aquecendo a economia, gerando arrecadação para o governo e, sobretudo, criando mais empregos.
Somente com uma reforma ampla e generalizada nas relações de trabalho seria possível interromper o círculo vicioso que produz a equação perversa mencionada anteriormente, e transformá-la em uma equação benigna na qual todos os setores da sociedade só teriam a ganhar.
Nas próximas eleições vou procurar, quase sem esperanças, um candidato que defenda essa pouca-vergonha.
